QUANDO O INTERIOR FALA AOS SENTIDOS

Escrito por Rogério Nottoli

9 de dezembro de 2025

Entrar no interior de um veículo da GM é como abrir a porta de uma galeria de arte interativa: couro que respira ao toque, madeira viva com perfume natural, luz em movimento que desenha o espaço e telas que respondem ao motorista. Não à toa, três modelos — GMC Yukon Denali Ultimate, Buick Enclave Avenir e o elétrico Cadillac OPTIQ — conquistaram o 2025 Wards 10 Best Interiors. Os prêmios são só reflexo de uma engrenagem criativa que combina argila e algoritmos, tradição e tecnologia, emoção e precisão.

Segundo os designers, o processo criativo da GM é como uma orquestra em movimento: enquanto uma equipe desenha superfícies, outra modela em argila, uma terceira testa interfaces digitais e os engenheiros já ajustam ergonomia e critérios de segurança. “Não é um passo depois do outro, é tudo acontecendo simultaneamente”, resume Kelly Craigo, responsável pelo interior do GMC Yukon. Essa sincronia global — que conecta estúdios nos EUA, China, Coreia e Reino Unido — garante que estética, funcionalidade e emoção avancem juntas.

Para se ter ideia, as equipes de Cores, Materiais e Acabamentos entram em cena logo cedo, definindo texturas, combinações e sensações táteis que transformarão o contato diário em experiência. No interior do Cadillac OPTIQ, o resultado são superfícies de PaperWood, tecidos 100% reciclados e iluminação configurável em 126 cores; no Buick Enclave, assentos com massagem e console flutuante; e no Yukon, couro full-grain e madeira open-pore. O luxo só existe quando convence ao toque, à vista e até no som das superfícies quando manuseadas.

Nesse contexto, as telas multimídia e os displays digitais assumiram papéis essenciais. Elas conectam o motorista e, ao mesmo tempo, traduzem a identidade da marca. A aposta da GM sempre foi transparente: construir um ecossistema próprio, mais integrado e fluido, capaz de oferecer uma experiência digital que une design, tecnologia e emoção em um mesmo ambiente.

Ferramentas como realidade virtual, realidade aumentada e inteligência artificial encurtam distâncias, permitindo que os designers da GM testem dezenas de versões em tempo recorde. No desfecho, porém, a montadora preserva um gesto quase artesanal: o modelo físico em escala real, onde se mede não só o espaço, mas também a emoção. É nesse equilíbrio – entre código e couro, entre digital e palpável – que cabines viram experiências, prêmios se tornam rotina e carros se transformam em extensões da vida de quem dirige.

O que esses reconhecimentos representam?

Para a GM, o Wards 10 Best Interiors confirma liderança no espaço que realmente une marca e cliente: a cabine. O reconhecimento a Yukon, Enclave e OPTIQ valida a estratégia de transformar ambientes em experiências de luxo, tecnologia e emoção. No mercado, esse selo vira credencial: sustenta posicionamento premium, eleva percepção de valor e protege margem nas versões topo.

Artigos relacionados

O HOMEM QUE ASSUME O VOLANTE

homas Owsianski já está à frente da presidência e da direção- geral da operação da General Motors na América do Sul. Ele assume o comando em um momento em que a companhia atravessa um processo contínuo de...

ler mais

A ARTE DA MEMÓRIA

á momentos em que a lembrança deixa de ser lembrança e volta a ter motor. No Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, o som que corta o ar não vem de um lançamento, mas de carros que já fizeram história. O Opala...

ler mais

GM JÁ É CANDIDATA A PROTAGONISTA DA F1

e você parar para pensar, faltam pouquíssimos dias para a GM iniciar sua história na Fórmula 1. Está marcado: a Cadillac Team, resultado da parceria entre a montadora norte-americana e a britânica TWG Motorsports,...

ler mais