AArena Pacaembu, em São Paulo, carrega em seu concreto o eco de multidões e a memória de vitórias inesquecíveis. Nos dias 2 e 3 de março, o lendário estádio sediou uma disputa diferente, travada longe dos holofotes, mas decisiva para a indústria automotiva. No lugar de atletas, estavam executivos, concessionários e especialistas. No centro do debate, em vez de gols, o pilar que sustenta a longevidade do setor: a experiência do cliente após a entrega das chaves.
Deu para sentir que a Rede Chevrolet realmente joga junto. Acho que esse é um diferencial que a gente tem construído e fortalecido ao longo dos anos.”
Felix Madeis Jr., Diretor Geral de Pós-Vendas da GM
A Convenção Nacional de Pós-Vendas da Chevrolet 2026 reuniu mais de 500 convidados para discutir uma operação que define rentabilidade e fidelidade. Embora o lançamento de novos modelos concentre a atenção do mercado, é na oficina, no balcão de peças e no atendimento técnico que o valor da marca se transforma em confiança. O encontro evidenciou essa relação direta entre desempenho comercial e qualidade de execução na continuidade.
“O mercado de pós-vendas exige alta performance, patamar que alcançamos com rigor nos últimos anos”, afirmou Rafael Santos, Vice-Presidente de Vendas, Marketing e Pós-vendas da General Motors América do Sul. A análise traduz uma dinâmica central da concessionária.
Enquanto a venda de veículos acompanha o ritmo da economia, essa operação mantém o fluxo do negócio, sustentado pela demanda constante da frota em circulação.
Thomas Owsianski, Presidente da GM América do Sul, ampliou essa leitura ao definir o encontro como um “estádio do pós-vendas”, a operação que concentra a relação mais duradoura entre marca e cliente – segundo o executivo. Cada retorno à concessionária representa uma decisão renovada. Em um ambiente onde o consumidor acessa alternativas com facilidade, a permanência passa a depender de precisão técnica, clareza e qualidade no atendimento.
A programação refletiu essa complexidade. O evento reuniu 15 palestrantes e 20 fornecedores em torno de uma agenda que percorreu produto, comunicação, engenharia, logística, mercado independente, canais de venda, e-commerce e retenção de clientes.
A área emerge como um sistema integrado, no qual cada etapa influencia diretamente a experiência final.
“A convenção é um momento em que paramos um dia e meio, primeiro para olhar para 2025, tudo o que a gente fez bem, os bons resultados que a gente atingiu, o que a gente tem para aprender e implementar no ano de 2026”, afirmou Luís Felipe Teixeira, Diretor Comercial de Peças e Acessórios da GM. A proposta é ajustar o rumo diante de uma operação cada vez mais sofisticada, em que diagnóstico, conectividade e agilidade passam a dividir espaço com a mecânica tradicional.
Ao longo do encontro, a coordenação apareceu como elemento central. “Deu para sentir que a Rede Chevrolet realmente joga junto. Acho que esse é um diferencial que a gente tem construído e fortalecido ao longo dos anos”, observou Felix Madeis Jr., Diretor Geral de Pós-Vendas da GM. A operação depende da integração entre áreas e a consistência do atendimento resulta dessa articulação.
O comportamento do consumidor amplia essa exigência. Mais informado e orientado por conveniência, ele decide onde manter seu veículo com base na experiência. O retorno à concessionária passa a ser conquistado a cada contato. Nesse contexto, essa frente do negócio sustenta a relação com o cliente e amplia seu ciclo de valor.
No setor automotivo, o pós-vendas se consolida como a base mais resiliente da operação. A frota em circulação garante demanda contínua por serviços, enquanto o atendimento técnico e o fornecimento de peças prolongam a presença do cliente dentro da marca. Mais do que estabilidade, essa dinâmica redefine como o valor se constrói dentro da concessionária.
“Que a gente continue crescendo com oportunidades de fazer mais”, afirmou Tomás Silveira Guimarães Filho, Presidente da Abrac, ao reforçar o sentido de continuidade que atravessou o encontro. A evolução do setor depende da capacidade de transformar diretrizes em prática.
Ao final, a imagem dos participantes reunidos no gramado do Pacaembu sintetizou essa diretriz. O pós-vendas se constrói em conjunto, na soma de decisões e na previsibilidade da execução diária. Em um setor que se transforma rapidamente, é nesse território que se constrói o valor real do negócio.
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Trabalhei na rede por 29 anos, hoje ajudo outras concessionárias no desenvolvimento das suas vendas