FLORIANÓPOLIS NA ROTA DA RECARGA ULTRARRÁPIDA

Escrito por Rogério Nottoli
Ocarro elétrico costuma vender futuro. O problema, para muitos motoristas, ainda está no presente: onde carregar, quanto esperar e se a próxima viagem caberá na bateria.
Na Grande Florianópolis, essa dúvida acaba de perder força. A Metronorte passou a sediar uma estação WEMOB STATION HPC de 480 kW, tecnologia desenvolvida pela WEG e apresentada pela fabricante como a mais rápida e potente do Brasil.
Instalada às margens da BR-101, no km 210/211, em São José, Santa Catarina, a estação leva para um dos principais corredores rodoviários do Sul do País uma infraestrutura de recarga de alta potência, capaz de reduzir o tempo de parada e tornar a viagem elétrica menos dependente de cálculo, paciência e sorte.
A BR-101 liga cidades, turismo, logística, deslocamentos diários e viagens de longa distância. Em uma rodovia assim, um carregador ultrarrápido não é apenas conveniência. É infraestrutura de confiança. E confiança ainda é uma das moedas mais importantes na transição para a mobilidade elétrica.
A estação instalada na concessionária da Rede Chevrolet pode recuperar de 10% a 80% da bateria de veículos compatíveis em cerca de 11 minutos. Também permite a recarga simultânea de até quatro automóveis. Com todos os pontos em uso, a potência pode ser distribuída em até 120 kW por conector. Com menor demanda, o sistema direciona mais energia para o veículo conectado.
A recarga deixa de ser vista pelo motorista como uma espera longa e passa a se aproximar da lógica de uma parada de estrada: café, banheiro, mensagens respondidas e energia suficiente para seguir viagem. Para frotas comerciais, a conta é ainda mais direta. Menos tempo parado significa mais disponibilidade do veículo.
A operação reúne quatro empresas com funções bem definidas. A Cia Charge responde pela infraestrutura e pela expansão da rede. A WEG fornece a tecnologia nacional de alta potência. A Tupi integra localização, reserva e pagamento pelo aplicativo. A Metronorte oferece o ponto físico, a presença automotiva local e o contato direto com o consumidor.
Esse arranjo mostra uma mudança importante no papel das concessionárias. Elas deixam de ser apenas o lugar onde o carro é vendido. Passam também a fazer parte da estrutura que permite o uso cotidiano da nova tecnologia.
A eletrificação avança quando o cliente enxerga o veículo, entende seus recursos e sabe onde poderá carregá-lo. Produto e infraestrutura precisam aparecer juntos. Sem isso, o carro elétrico continua parecendo uma promessa. Com isso, começa a virar rotina.
Com a chegada de um carregador desse porte à Grande Florianópolis, a região ganha também um argumento rodoviário. A mobilidade elétrica deixa o discurso de showroom e começa a se materializar no trajeto real do motorista.
A disputa pela eletrificação não será vencida apenas por quem lançar os melhores veículos. Será vencida também por quem tornar a vida elétrica mais simples e prática. Nesse sentido, a nova estação da Metronorte tem um significado maior do que sua potência. Ela mostra que o futuro da mobilidade depende menos de grandes promessas e mais de pontos de recarga funcionando nos lugares certos.
Artigos relacionados
O que NASA e Spotify ensinam sobre vender carros?
magine criar um produto tão inovador que as pessoas tenham dificuldade para gostar dele. Parece contraditório, mas acontece. Uma tecnologia pode ser brilhante, um design pode antecipar tendências e uma solução pode...
O primeiro híbrido nacional da Chevrolet já está em produção
Captiva PHEV já é montada em Horizonte, no Ceará, segundo a General Motors. Primeiro híbrido plug-in da Chevrolet produzido no Brasil, o SUV tem autonomia combinada superior a mil quilômetros, com a bateria totalmente...
Quantas pessoas cabem em uma conquista pessoal?
essoas importantes não são necessariamente famosas, embora exista uma espécie de fascínio pelo indivíduo extraordinário. O empresário que construiu tudo. O vendedor que superou o recorde. O técnico que encontrou a...
Participe

