VINHO BRANCO PARA CHAMAR DE SEU

Escrito por Rogério Nottoli

27 de fevereiro de 2026

Há vinhos que acompanham o verão. E há vinhos que o definem. O Jolimont Chardonnay Reserva 2023 pertence à segunda categoria: um branco brasileiro que une frescor, textura e profundidade em um mesmo gole, entregando exatamente aquilo que se deseja ao fim de uma tarde quente — algo que refresque o corpo sem empobrecer o espírito.

Produzido em Canela (RS), na Serra Gaúcha, o vinho nasce de uvas Chardonnay selecionadas e vinificadas com claro propósito: expressar o melhor de um terroir de altitude, onde noites frias preservam a acidez e a pureza aromática. Com 13,5% de teor alcoólico, brilha na taça com reflexos dourados e entrega notas de abacaxi, pêssego e baunilha, tudo no ponto certo.

Mas, o que realmente faz dele um vinho especial é o jeito como traduz o espírito brasileiro: leveza sem superficialidade. É um vinho que não tenta impressionar, apenas ser autêntico. O resultado chamou atenção lá fora: o rótulo ficou entre os melhores vinhos brancos do mundo no Chardonnay du Monde, na França, e foi eleito o melhor do Brasil. Ou seja, o tipo de bebida que dá orgulho de abrir e dizer: É nosso.

Na mesa, ele é versátil, muito fácil de beber e ótima escolha para jantares sofisticados. Combina com frutos do mar, saladas, risotos, peixes grelhados e até aquele dia sem compromisso em que o prato principal é o pôr do sol. De acordo com a vinícola Jolimont, fabricante da bebida com mais de 75 anos de história, a dica é servir entre 10° C e 12° C.

Fundada em 1948, a casa Jolimont é atualmente uma das vinícolas mais visitadas do Brasil, recebendo cerca de 200 mil pessoas por ano. Mantém o mesmo espírito artesanal, agora com tecnologia de ponta e uma bela dose de ousadia. São mais de 185 medalhas em concursos no Brasil e no mundo, mas o que realmente importa é o que acontece dentro da garrafa: uma celebração da natureza, do tempo e do prazer de brindar.

Aliás, o Chardonnay Reserva 2023, que ganha vida na belíssima Serra Gaúcha é o tipo de vinho que não pede ocasião, ele cria muitas. O verão mora nele: na cor, no frescor e naquela vontade de abrir outra garrafa só para esticar o momento de prazer.

SE BEBER NÃO DIRIJA.

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