MONZA 1983 – CONFIRA OS DETALHES DA MÁQUINA DO TEMPO DO GABRIEL

Escrito por Rogério Nottoli
Oquadro “Lata Velha”, do programa Domingão com Huck, da Rede Globo, estreou sua 20ª temporada com uma restauração marcada pelo equilíbrio e sobriedade, indo além das tradicionais mudanças visuais exageradas. Desta vez, o escolhido foi Gabriel Castro, morador de Indaiatuba (SP), cujo Chevrolet Monza Hatch 1983 passou por uma reforma completa, focada na originalidade e praticidade para o dia a dia.
Para Gabriel, o resultado da transformação trouxe uma sensação especial: ‘De certa forma, o Monza hoje se tornou atemporal. Ele me traz várias lembranças do passado e, ao mesmo tempo, me motiva a ir para o futuro’, afirma, ressaltando o profundo vínculo emocional com o veículo da Chevrolet.
A oficina Rusty Barn, sob a coordenação do preparador Bigo Berge, foi responsável pela reforma cuidadosa no veículo. O motor original 1.6 recebeu um turbo compressor, uma atualização mecânica que simboliza o novo momento vivido pelo proprietário: “Minha fé hoje é o meu kit turbo para rodar nessa estrada que é a vida”, ressalta Gabriel Castro.
Mais do que transporte, o Monza representou um apoio fundamental em momentos críticos da vida familiar. “Foi um carro que supriu necessidades, levando minha esposa e filho à escola e ao hospital quando mais precisávamos. Já transportou mobília da nossa casa e até rebocava carros dos amigos”, relembra Gabriel Castro, destacando o caráter valente do Monza 83.
Ele lembra com clareza do dia em que dirigiu o Monza pela primeira vez, em abril de 2016. “Foi incrível, senti liberdade ao sentir o volante e a troca das marchas me impulsionava a ir mais rápido. Amei o carro desde o primeiro instante. Hoje, ele estando ‘0 km’, faz o Gabriel de 17 anos relembrar como foi aquela primeira vez”, diz emocionado.
A decisão mais importante na restauração do programa Lata Velha foi manter a cor original bege dourado do veículo. “Sempre falamos que ele era mais valioso que ouro para nós. Se fosse pintado de outra cor, já não seria mais ele”, explica Gabriel Castro.
O proprietário do veículo antigo conta ainda como foi reviver sua história no palco do Domingão: “Jamais imaginei cantar uma música como ‘Dona’, do Roupa Nova, composta por Sá e Guarabyra, em rede nacional. Foi incrível”.
O Lata Velha passou por transformações, adotando uma abordagem que valoriza histórias reais e restaurações com significado emocional, algo que também reflete a experiência pessoal de Gabriel Castro. Segundo ele, mais do que o carro, o quadro “restaurou a esperança, realizando um sonho antigo, principalmente do meu pai”.
Para aqueles que possuem veículos antigos guardados, Gabriel sugere paciência e esperança: “Não se desfaça, não desista. Eu mesmo olhava para o Monza desanimado, mas fui surpreendido. Hoje temos um novo livro para escrever com nosso Hatch 1983 turbo”.
Dessa forma, o que poderia ser apenas mais um episódio televisivo tornou-se uma prova concreta de que um automóvel pode superar sua função básica, tornando-se guardião das memórias, símbolo de união familiar e inspiração para novos capítulos da vida.
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